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MICROeconomia

Commodity e Lucro Econômico Zero

Lucia vende refeições em marmitas em sua comunidade. Cozinheira de mão cheia, sempre agradou quando cozinhava.

Ela entrega uma quentinha com arroz, feijão, ovo, frango e batatas fritas. Ela cobra R$ 7,50 por marmita. Mas ela não é a única que fornece este tipo de refeição. Assim como ela há outras dez vizinhas que fornecem o mesmo produto pelo mesmo preço.

Lucia vende por volta de 50 marmitas por dia, de 2ª a 6ª feira, vende à vista, em dinheiro, assim fatura R$ 375,00 por dia. Pelos seus cálculos ela gasta todos os dias com as compras de supermercado, que incluem os alimentos e as embalagens, algo como R$ 200,00. Ela paga uma diária para sua ajudante de R$ 50,00. E gasta um botijão de gás por semana, que custa R$ 80,00, o que dá R$ 16,00 por dia.

Assim, ao final do dia sobra para Lucia o equivalente a R$ 109,00, o que pode ser entendido como sendo não seu lucro, mas o valor recebido pelo seu trabalho.

Um negócio que vende produtos iguais aos que todo mundo vende, produtos estes conhecidos como commodities, ou comuns, não tem a capacidade de fazer com que o empreendedor consiga aumentar seu preço. Você entrega o que todo mundo entrega, você e todo mundo não tem como aumentar preço, a margem, ou seja, aquilo que sobra no final do dia, é baixo, e igual pra todo mundo.

Nos negócios que vendem commodities, aquilo que sobra de dinheiro ao final do dia, aquilo que chamamos de lucro, é o suficiente apenas para remunerar seu trabalho, mal dando para realizar novos investimentos, o que seria importante para melhorar o próprio negócio ou proporcionar aumento do bem estar do empresário.

Este “lucro” é conhecido em Economia como Lucro Econômico Zero, que é o “lucro” que apenas remunera o trabalho do dono.

Lucia conversou com um amigo administrador de empresas que lhe explicou que ela precisa se diferenciar da concorrência, não fazer tudo igual a todo mundo, e que desta forma, alguns clientes que gostarem de sua diferenciação, provavelmente pagariam de forma diferenciada por isto, e com certeza um valor superior.

Lucia percebeu que as pessoas estavam comendo mais saladas e frutas, que aparecia muito na televisão programas sobre mudanças de hábitos alimentares falando deste fenômeno. Assim resolveu complementar a marmita com outra embalagem com salada e molho. E junto à salada colocava alguns pedaços de frutas.

Começou a cobrar R$ 12,00 por refeição. Seu custo de supermercado subiu para R$ 450,00, os demais custos se mantiveram constantes. E manteve suas vendas em 50 entregas diárias. Fazendo as contas, começou a ganhar R$ 225,00 a mais por dia com aumento de custo de R$ 75,00, e sobra para ela ao invés de R$ 109,00, agora R$ 259,00. Sua expectativa agora é que o volume de vendas comece a crescer. Mas Lucia sabe que não pode dormir no ponto, na medida em que suas vizinhas perceberem sua estratégia, poderão começar a fazer o mesmo, o que voltará a achatar as margens.

Icone Autor Sobre o Autor

Alberto Ajzental é Engenheiro Civil pela POLI-USP. Mestre e Doutor pela EAESP-FGV. Foi e é Professor de Estratégia de Negócios, Marketing e de Economia nas escolas ESPM-SP e EESP-FGV. Autor dos livros A Construção de Plano de Negócios - Ed. Saraiva, História do Pensamento em Marketing - Ed. Saraiva e Complexidade Aplicada à Economia - Ed. FGV.

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